História de Servidor
A história de quem faz a história
Servidores e colaboradores da Câmara dos Deputados são ouvidos para contar os relatos, experiências e memórias de histórias que aconteceram nos corredores, comissões, secretarias e gabinetes, compondo um registro subjetivo, diferenciado e inédito da história do legislativo Brasileiro. As pequenas histórias em linguagem digital traçam um caminho emotivo, alegrias, tristezas, vitórias e aventuras das pessoas que significam a força vital desta importante Casa Legislativa. Trata-se de um trabalho experimental, projeto de conclusão para a disciplina de Jornalismo Digital -Universidade de Brasília (UNB).
segunda-feira, 20 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Humberto Licursi: "Eu nunca tinha participado de uma campanha eleitoral"
Em 1976, antes de assumir o cargo de servidor da Câmara dos Deputados, o mineiro Humberto Napoli Licursi era assessor parlamentar. Entre suas experiências, a primeira campanha eleitoral foi uma verdadeira aventura pelo Estado do Paraná - que teve início quando fundiu o motor do Dodge Polara 1800, o "Dodginho", deixando assessor e deputado na estrada.
Humberto Napoli Licursi,54 anos, natural de Uberaba/MG, entrou na Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro de 1975. Trabalhou como assessor parlamentar de Cleverson Teixeira e Luiz Carlos Borges da Silveira. Desde 1999 está na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (antes denominada Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul), com o secretário Antônio F. Costa Filho - amigo de longa data.
O roteiro para a viagem que dava início à campanha eleitoral de 1976 pelo interior do Paraná estava traçado. O dodge polara 1800 passou pela revisão e estava pronto para enfrentar as estradas paranaenses. "Eu nunca tinha participado de uma campanha eleitoral. E com o deputado Cleverson Teixeira saí para uma viagem começando a campanha para prefeito", conta Licursi.
A viagem teve início numa sexta-feira com retorno previsto para a segunda-feira. Em 1976, Licursi tinha 1 ano de Câmara dos Deputados. Era um regime de exceção, ou seja, governo ditatorial ou de emergência resultante de um golpe de Estado. Naquele tempo, a pauta de votações no Congresso era de segunda-feira à sexta-feira. Desta forma, o parlamentar e sua assessoria deveriam retornar na segunda-feira para Brasília.
Um funcionário do parlamentar, em Curitiba/PR, era o responsável pelos cuidados com o carro e os preparativos da viagem. Humberto dirigia o automóvel que, segundo o funcionário do deputado, estava abastecido, revisado, calibrado, pronto para a estrada.
No entanto,até 200 quilômetros passados de Curitiba durou a viagem de carro. Na primeira cidade o motor fundiu. Eram três pessoas no carro: o deputado, um assessor da base eleitoral e Licursi - na direção do automóvel. O plano era seguir do Norte do Paraná até Foz do Iguaçu e retornar para Curitiba. Sem existência de celular ou os modernos e rápidos meios de comunicação, Licursi e o parlamentar viram-se numa estrada desconhecida. Após algumas horas, o guincho foi acionado e seguiram o restante da viagem, de carona com correligionários.
A cada cidade que chegavam, antes das reuniões, sempre contavam o caso do "Dodginho". As pessoas questionavam porque o deputado e sua equipe estavam de carona. Chegando em Foz,o retorno foi de ônibus até Curitiba.
"A experiência foi muito boa porque, primeiro, eu tive a oportunidade de conhecer de perto a experiência de uma campanha política; segundo, o fato interessante de ter um carro pronto (para a viagem) que andou nem 200 km; e terceiro,ter chegado até Foz do Iguaçu de carona para depois voltarmos de ônibus até Curitiba e no dia seguinte retornar para Brasília", relata.
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